Num primeiro momento quem lê o
título acima acha que trata-se de mais um fã frustrado de Fidel Castro e
companhia que ainda não conseguiu aceitar o sucesso do capitalismo. Na verdade,
quero mesmo é começar a explicar o que chamo de Comunismo Azul. Até agora, a
única pessoa que já ouviu minhas teorias (?) sobre o Comunismo Azul foi minha
esposa.
Espero com esse primeiro post,
começar a falar sobre o que penso sobre essa nova forma de mercado, que tenho
convicção que será o futuro do capitalismo que conhecemos há séculos. É uma
questão de evolução social e espiritual da raça humana. Obviamente, serei alvo
de muitas críticas mas quero deixar claro logo de início que o escreverei aqui
é apenas minha visão sobre o futuro das relações comerciais e sociais da humanidade.
Esse assunto é tão multifacetado,
interdisciplinar que me verão mencionar idéias nas mais variadas partes do
conhecimento humano, afinal o conhecimento humano só é segmentado para fins
didáticos. No dia-a-dia é tudo junto e misturado: economia, história,
matemática, medicina e por aí vai.
Em alguns casos, parecerei louco.
Mas de médico e louco, todos temos um pouco. Ele traz toda minha bagagem sobre
o que vi, aprendi e li durante minha vida. Não pretendo nem quero ser um expert no assunto. O que escreverei
daqui pra frente é resultado de uma inquietação que toma conta de mim já há
alguns anos e que decidi agora compartilhar com todos.
Mas vamos lá... O que é o Comunismo
Azul?
Primeiro vamos falar rapidamente
sobre o comunismo. Depois falamos do azul.
Comunismo vem de tornar comum,
universal. Segundo o verbete no Wikipédia, o comunismo é uma ideologia política
e socioeconômica, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade
igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum e no
controle dos meios de produção.
Karl Marx, seu principal
idealizador, afirmou que o comunismo seria a fase final na sociedade humana e
que isso seria alcançado através de uma revolução proletária.
De certa forma, ele está certo e
concordo com ele quando diz que será a "fase final na sociedade
humana". Nesta passagem, já
teríamos muito o que discutir: fase final significaria um fim no ciclo
evolutivo humano ou econômico? E como saberíamos que quando ela chegasse, seria
a final?
Deixando essas questões de lado, é
certo que Karl Marx foi o grande autor comunista, pensador admirador por
milhões até hoje, combatido por militares ditaduras afora. Porém não foi o
primeiro. Um homem pobre, mas de ascendência nobre viveu e praticou o
verdadeiro comunismo há mais de dois mil anos. Jesus de Nazaré mostrou ao mundo
o verdadeiro comunismo. Uma pena que ainda não estejamos preparados (espiritual,
social e economicamente) para viver como ele. Apenas como alerta aos
desavisados: não sou fanático religioso, tenho simpatia e interesse por
diversas correntes religiosas e creio em algo maior no universo.
Voltando ao assunto, a proposta de
Marx é maravilhosa, mas não podia nunca ter dado certo, pelo menos, naquele
momento. Por uma coincidência de eventos, o socialismo, que é fase anterior à
adoção do comunismo puro, tentou ser implantado quase que ao mesmo tempo da
revolução industrial. E o capitalismo, que ainda passava por suas primeiras
transformações, tomou conta da cena.
As benesses (e malefícios) dos
avanços tecnológicos começaram a ser usufruídas pelas pessoas. E agora que as
pessoas tinham luz elétrica, máquinas substituindo homens, condições de
trabalho menos degradantes, remédios que tratavam com mais eficiência as
doenças, elas não queriam se desfazer dessas facilidades. Nem dividir. Elas
inconscientemente pensavam: "Deixa eu aproveitar mais um pouquinho! Quando
eu satisfizer com abundância essa minha necessidade, eu passo para o degrau
seguinte da pirâmide de Maslow e posso começar a pensar em dividir o que eu já
aproveitei!"
Maslow foi um psicólogo americano
que ficou mundialmente conhecido por apresentar a Hierarquia das necessidades
de Maslow, ou pirâmide de Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo
devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de
"escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua
auto-realização.
Fonte: Wikipédia
No
advento da revolução industrial, a humanidade precisava satisfazer o primeiro e
ou segundo degraus dessa pirâmide. Pode-se assim perceber o porquê do fracasso
do socialismo e, consequente, comunismo mundo afora e porque ele ainda não dá
certo. Como alguém que precisa de necessidades como fisiologia (comida, água,
sono) e segurança (de recursos, do emprego, etc) pode pensar em dividir?
O
topo da pirâmide só será alcançado pela humanidade quando houver também uma
evolução no campo espiritual. Perceba que à medida que subimos na pirâmide de
Maslow, as necessidades atravessam fronteiras que vão do corpo para a mente e
também para o próximo. Primeiro me preocupo, ou satisfaço as necessidades que
tenho comigo. Depois, começo a olhar para o ambiente que me envolve e para as
pessoas que participam dele e que interagem comigo.
Há
um passagem na Bíblia, dentre muitas, que tem um link com isso que acabo de
mostrar.
Lucas,
6: 42: " Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro
que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho?
Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o
argueiro que está no olho de teu irmão.
Olha
Maslow aí na Bíblia, quem diria! Primeiro satisfaz tua necessidade, depois a do
teu irmão. Da fisiologia à realização pessoal num versículo só!
Com essa passagem, encerro esse
primeiro post. Continuarei explicando o Comunismo Azul nos próximos. Até a
próxima!