quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Comunismo Azul - Parte 1

            Num primeiro momento quem lê o título acima acha que trata-se de mais um fã frustrado de Fidel Castro e companhia que ainda não conseguiu aceitar o sucesso do capitalismo. Na verdade, quero mesmo é começar a explicar o que chamo de Comunismo Azul. Até agora, a única pessoa que já ouviu minhas teorias (?) sobre o Comunismo Azul foi minha esposa.
            Espero com esse primeiro post, começar a falar sobre o que penso sobre essa nova forma de mercado, que tenho convicção que será o futuro do capitalismo que conhecemos há séculos. É uma questão de evolução social e espiritual da raça humana. Obviamente, serei alvo de muitas críticas mas quero deixar claro logo de início que o escreverei aqui é apenas minha visão sobre o futuro das relações comerciais e sociais da humanidade.
            Esse assunto é tão multifacetado, interdisciplinar que me verão mencionar idéias nas mais variadas partes do conhecimento humano, afinal o conhecimento humano só é segmentado para fins didáticos. No dia-a-dia é tudo junto e misturado: economia, história, matemática, medicina e por aí vai.
            Em alguns casos, parecerei louco. Mas de médico e louco, todos temos um pouco. Ele traz toda minha bagagem sobre o que vi, aprendi e li durante minha vida. Não pretendo nem quero ser um expert no assunto. O que escreverei daqui pra frente é resultado de uma inquietação que toma conta de mim já há alguns anos e que decidi agora compartilhar com todos. 
            Mas vamos lá... O que é o Comunismo Azul? 
            Primeiro vamos falar rapidamente sobre o comunismo. Depois falamos do azul.
            Comunismo vem de tornar comum, universal. Segundo o verbete no Wikipédia, o comunismo é uma ideologia política e socioeconômica, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum e no controle dos meios de produção.
            Karl Marx, seu principal idealizador, afirmou que o comunismo seria a fase final na sociedade humana e que isso seria alcançado através de uma revolução proletária.
            De certa forma, ele está certo e concordo com ele quando diz que será a "fase final na sociedade humana".  Nesta passagem, já teríamos muito o que discutir: fase final significaria um fim no ciclo evolutivo humano ou econômico? E como saberíamos que quando ela chegasse, seria a final?
            Deixando essas questões de lado, é certo que Karl Marx foi o grande autor comunista, pensador admirador por milhões até hoje, combatido por militares ditaduras afora. Porém não foi o primeiro. Um homem pobre, mas de ascendência nobre viveu e praticou o verdadeiro comunismo há mais de dois mil anos. Jesus de Nazaré mostrou ao mundo o verdadeiro comunismo. Uma pena que ainda não estejamos preparados (espiritual, social e economicamente) para viver como ele. Apenas como alerta aos desavisados: não sou fanático religioso, tenho simpatia e interesse por diversas correntes religiosas e creio em algo maior no universo.
            Voltando ao assunto, a proposta de Marx é maravilhosa, mas não podia nunca ter dado certo, pelo menos, naquele momento. Por uma coincidência de eventos, o socialismo, que é fase anterior à adoção do comunismo puro, tentou ser implantado quase que ao mesmo tempo da revolução industrial. E o capitalismo, que ainda passava por suas primeiras transformações, tomou conta da cena.
            As benesses (e malefícios) dos avanços tecnológicos começaram a ser usufruídas pelas pessoas. E agora que as pessoas tinham luz elétrica, máquinas substituindo homens, condições de trabalho menos degradantes, remédios que tratavam com mais eficiência as doenças, elas não queriam se desfazer dessas facilidades. Nem dividir. Elas inconscientemente pensavam: "Deixa eu aproveitar mais um pouquinho! Quando eu satisfizer com abundância essa minha necessidade, eu passo para o degrau seguinte da pirâmide de Maslow e posso começar a pensar em dividir o que eu já aproveitei!"
            Maslow foi um psicólogo americano que ficou mundialmente conhecido por apresentar a Hierarquia das necessidades de Maslow, ou pirâmide de Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização.
                                   

Fonte: Wikipédia

            No advento da revolução industrial, a humanidade precisava satisfazer o primeiro e ou segundo degraus dessa pirâmide. Pode-se assim perceber o porquê do fracasso do socialismo e, consequente, comunismo mundo afora e porque ele ainda não dá certo. Como alguém que precisa de necessidades como fisiologia (comida, água, sono) e segurança (de recursos, do emprego, etc) pode pensar em dividir?
            O topo da pirâmide só será alcançado pela humanidade quando houver também uma evolução no campo espiritual. Perceba que à medida que subimos na pirâmide de Maslow, as necessidades atravessam fronteiras que vão do corpo para a mente e também para o próximo. Primeiro me preocupo, ou satisfaço as necessidades que tenho comigo. Depois, começo a olhar para o ambiente que me envolve e para as pessoas que participam dele e que interagem comigo.
            Há um passagem na Bíblia, dentre muitas, que tem um link com isso que acabo de mostrar.
            Lucas, 6: 42: " Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
            Olha Maslow aí na Bíblia, quem diria! Primeiro satisfaz tua necessidade, depois a do teu irmão. Da fisiologia à realização pessoal num versículo só!
Com essa passagem, encerro esse primeiro post. Continuarei explicando o Comunismo Azul nos próximos. Até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário